segunda-feira, 29 de março de 2010

há vida dentro da vida

Confiança. Essa é a palavra.
Eu confio, me entrego e sigo pela primeira vez, fenomenológicamente, a vida.
Não há mais necessidade de demitir o racional porque ele é uma parte muito importante e íntegra do meu ser. O meu querido Cervantes está lá, dando suporte à entrega.
É uma sensação de que não preciso mais planejar, posso ter foco, objetivos, mas não preciso mais gastar essência planejando como irá se se desenrolar. Não há mais frustração, nem decepção no processo.
Essa sensação está forte dentro do meu peito. É tudo muito novo. A minha alma ainda sente a reverberação do processo. Ela entrou no seu lugar de origem, voltou pro seu lugar.
A sensação é de esperança, de sonhos que irão sim se concretizar. Por uma simples ordenação da vida.
Quando se semeia amor e verdade o retorno pode até ser árduo mas, quando ele vem é de uma forma tão simples e mágica. E é na simplicidade que a mágica acontece.
Ela te envolve, te guarda, te protege, te embala. Embala seu ser.
Eu sinto isso, sinto a vida dentro da vida. 
É de um tamanho inimaginável sentir isso. É uma proteção que não se explica.
Fica difícil colocar em palavras. É como descrever em detalhes uma flor. Não há como colocar em palavras como seria seu perfume. Tem que se sentir.
São as verdadeiras ordens do amor. Eu senti ontem que ele realmente reorganiza e cura o que foi ferido. Coloca na ordem pegando com delicadeza no colo e depositando suavemente no lugar onde deve estar.
É algo tão maravilhoso que o coração esquenta literalmente dentro do peito.
A minha alma ainda precisa de um tempo para viver isso na sua plenitude, sentir isso na sua plenitude.
É um sonho que começa a tomar formas, mas não na necessidade do concreto, no sutil.
Sinto a proximidade, sinto o amor, sinto a escolha, sinto a cura, eu simplesmente sinto.
E sentir é demais. É pleno e verdadeiro.
Não sinto mais medo. Medo de não concretizar. Medos racionalmente explicáveis. Eles no momento não existem mais. Deram lugar a algo muito maior, que é o amor.
E ele está aqui na sua plenitude.
Porque há vida dentro da vida!