A minha alma, pelo menos nessa vida, por pura convicção e por teimosia, vive através e pelo amor. Não só aquele amor óbvio do relacionamento à dois, mas o amor da forma mais pura na sua essência.
Vivo através do coração, por isso me ralo tanto mas, tudo bem! Boto um band-aid e tá tudo certo. É só seguir em frente.
Tenho aprendido muito mesmo com meus amigos, com a lealdade, com a verdade, por mais dura que possa ser. Com a simples presença nos momentos mais difíceis. É uma presença silenciosa mas está lá. Aquece o coração da forma mais potencializada possível. Do tipo: olha... tb não posso fazer nada mas... to aqui viu?
Hoje caiu de pára-quedas pra mim uma mensagem que vou colocar nesse meu refúgio eletrônico. Algo que mais uma vez me fez sentir normal no sentido mais amplo da palavra. Porque em alguns momentos me sinto muito fora do contexto.
Daí, textos assim me fazem retornar pro que mais acredito e, reafirmar o que mais acredito.
Acredito no possível e no impossível. Acredito no demonstrar o amor... e porque não? Quem não gosta de ouvir: olha eu gosto de vc sabia?
Eu costumo dizer pras pessoas que eu gosto delas. Depois de um certo tempo você perde o medo de fazer isso... simplesmente porque não espera um retorno. Não é uma situação condicionada. É amada.
É tão óbvio que chega a parecer estranho... eu verbalizo isso sem o menor problema.
É claro, que não saio despejando declarações pra todo lado rsrs calma... não preciso ainda me internar rs! Mas não sigo muito a cartilha do socialmente aceito. Eu sigo meu coração e minha intuição. E tudo acontece de forma mágica...
Cada vez mais eu sinto que estou no caminho certo (por mais insano que ele possa parecer!).
Outro dia encontrei um amigo da época de colégio (vixe! milênios atrás...). Eu olhei bem pra ele depois de abraçá-lo e perguntei: vc tá bem? (na hora meu cérebro racional esquizofrênico berrou: cala boca sua louca! Você não o vê há mais de 10 anos, essa pergunta não está na listagem das perguntas socialmente aplicáveis... rs).
Daí... ele olhou bem pra mim e disse: não, eu não tô. Pronto... estávamos de volta há 10 anos atrás como se tudo fosse familiar. É tão simples.
Eu trabalho com um público de alto padrão de grana. São pessoas que ainda estão escondidas debaixo da casca do social. Tudo bem, não julgo ninguém mas, elas sofrem caladas debaixo dessa casca. E como minha língua não tem freio (nem barreira social rs). Ah... se eu sinto algo vou logo perguntando rs! No começo elas me olham estranhas mas depois de um tempo voltam pra me contar coisas que acredito que não contariam dentro de seu meio. Eu descobri que isso acontece porque não há julgamento. Naquele momento eu somente as escuto.
Aprendi que as pessoas querem ser vistas, respeitadas, amadas, ouvidas.
De uma forma muito simples e pura. Na essência.
Algumas pessoas até se assustam mas tudo bem... é com a alma que eu tô falando... e essa entende o recado!