Há dias não tenho muita inspiração pra escrever.
Esses dias estão por demais incertos. Por mais que eu saiba que a vida é recheada de incertezas, tem dias que só por Deus... é demais.
Como o tempo "urge" e tudo acontece numa velocidade surpreendente. Os aprendizados também estão num clima de pós-graduação com pós-doutorado.
O meu tema de vida (aliás porque vou ser egoísta... ele não é só meu, é de todo mundo que eu conheço rs) neste momento é o da entrega (e o da confiança plena e... o da incerteza).
E como a única certeza que tenho nesse momento é que me chamo Ana (e da minha confiança em algo muito maior..). Todo o resto chego a questionar!
Dá uma sensação de: ah que bom... agora eu vou pra onde? Pra que lado mesmo? Eu fico muito irritada quando fico fora de controle rsrs, chega a ser redundante eu sei.... mas fazer o que? Aprende a confiar né nega. Nem que seja na marra, nada de dose homeopática.
Uma pessoa que eu amo muito está hospitalizada. Já passou de tudo um pouco pela minha cabeça... me fez lembrar muito do meu pai.
Chega a ser uma incoerência mental porque eu tenho uma fé que é (de verdade) inabalável na espiritualidade e no rumo certo dos acontecimentos ( e por isso tenho medo) mas... ao mesmo tempo eu penso: ai senhor será que dessa vez darei conta de novo dessa situação? Isso porque a situação ainda não existe e pode nem existir e nem terá o mesmo desfecho mas, algo dentro da minha alma disparou como se fosse um gatilho, e fiquei fragilizada e desconexa.
É um misto de força e de fé com a fragilidade do meu lado mais humano.
O meu aprendizado é o da espera também. Eu não sei esperar. Por não saber esperar já coloquei muita coisa a perder nessa vida.
E nessas situações eu tenho que: crer, amar, esperar e continuar vivendo.
Por opção assumi muitos compromissos nessa vida de que não me arrependo mas, agora não quero assumir-los mais. Eu sei que dou conta do recado mas agora eu quero é compartilhar o peso, pra ficar mais leve. Porque depois eu fico toda estrupiada.
Essa é mais uma das lições desse aprendizado.
Estou aprendendo a delegar, a distribuir, chega de centralizar tudo no meu ego, chega!
As pessoas são capazes de assumir por si e para si o rumo de suas vidas e, o que eu quero é dar rumo pra minha.
E é bom sabia? Tá sendo muito novo mas é tão bom!
Vc permite que o outro decida (vc sabe que pode decidir por si...) mas naquele momento o outro decide por vc. É uma entrega, uma confiança, é um agrado.
Uma flor escolhida que vc pediu, mas o outro escolheu!
Antes eu pensava que se não tomasse o rumo da minha vida ou controle dela (santa ignorância mais uma vez... porque não controlamos é nada, só nos ajustamos...) me perderia.
E o que eu mais faço ultimamente é decidir no momento qual decisão tomar.
Fica difícil planejar... Eu até tenho um pré-planejamento (não vou mentir...) mas esse roteiro muda tantas vezes ao longo do dia que eu vou é me adaptando aos acontecimentos.
Quando recebi a noticia do meu tio, eu juro que pensei o pior. Me programei internamente pra passar por essa despedida, me conformei, pelas minhas crenças, que o melhor estava acontecendo. Tudo no racional.
Quando percebi que ele pouco-a-pouco está melhorando, ainda em risco de vida, mas melhorando... tudo isso caiu por água à baixo num choro convulsivo.
Porque não é isso que eu quero.
Na verdade não sei me despedir, não sei não estar ao lado de quem amo. Eu tenho apego ainda. Sou humana. Já sei dar o espaço pra todos mas quero saber que estão lá. É algo bem egoísta mesmo.
Meu tio Zé.... eu não o vejo há alguns anos... mas sei dele sempre. Acompanho sua vida dentro do meu coração. É como se estivesse por perto.
Ah sei lá... eu tô balançada com todos os acontecimentos e com a velocidade deles.
To tentando assimilar o aprendizado. Juro!
To aprendendo a delegar, a esperar. Me sinto colada esperando.
Eu sou do tipo que faz e no momento espero com paciência fazerem por mim.
É aprendizado de humildade!
Mas como aprendizado é aprendizado... só quem passa por ele entende.
eu preciso é gritar
Há 8 anos