Palavras... como é difícil esse reino das palavras.
parece explicação de texto de gramática rs mas é só um desabafo.
eu que realmente falo mais do que consigo... olha que eu consigo!
me peguei hoje em casa sozinha num monólogo-verborrágico em pensamento. muito louco. aliás... louco não é, é até muito natural o que faz ficar mais louco ainda...
enfim... como é difícil.
eu me pego muitas vezes numa situação meio sem saída quando tento expor um pensamento e a outra pessoa entende completamente diferente o que eu tentei colocar. é como se estivesse tão claro dentro da minha cabeça mas não fica claro ao colocar pra fora rs! tipo telefone sem fio, tudo alterado.
Durante algum tempo isso me incomodou muito mas depois percebi que a maneira como eu vejo a vida é exatamente isso: como eu vejo a vida. Posso olhar uma pintura e gostar das flores e outra pessoa gostará do vaso e nem verá as flores. Isso é muito interessante!
A mesma frase pode ecoar de forma tão diferente, de acordo com o nosso humor, com os nossos sentimentos. Tem que se ter muito cuidado.
Por isso se diz até forma muito comum que a palavra tem poder. E tem mesmo. Um poder imenso de construção e de destruição.
Qual será então o limite? Essa tênue linha que divide a boa ou a não tão boa utilização?
Eu não sei responder...
Quase sempre estou bem intensionada mas nem sempre repercute dessa maneira.
Porque é como mais uma vez olhar a pintura, eu estou fora dela e a pessoa está dentro.
O que aprendi e que funciona é uma frase que se tornou até chavão pra quem me conhece: "olha... isso é o que EU penso sobre esse assunto. mas eu não sou você e não estou na sua vida". Estou fora do quadro...
Lembro sempre que ao perguntar pra alguém algo sobre a minha vida abro sim uma porta para um julgamento, que posso aceitar ou descartar (sempre!), afinal é o que aquela pessoa pensa sobre o assunto. E eu que perguntei... então...
Um amigo muito querido me perguntou se não julgamos muito os outros. Eu sem dúvida julgo. Com certeza trago isso na minha bagagem cármica. E respondi pra ele: "descobri que apesar de chatinha e crítica sou boa gente rs!"
Enfim, percebo que: o que é importante pra mim, só é muitas vezes para mim. Mais redundante impossível!
A minha vida é composta das experiências, sentimentos e das conclusões que pouquíssimas vezes consigo entender. Continua sendo a maneira como meus olhos vêem a vida.
Espero que um dia consiga ser mais neutra porque meu sangue ainda ferve e as palavras brotam.
Por isso que em alguns momentos que considero críticos (por amor e respeito...) me calo.
Simplesmente me resguardo no silêncio. Não tenho mesmo mais nada a falar que possa ajudar e acredito que a outra pessoa (se quiser) irá buscar dentro dela as respostas.
Eu tenho tantas perguntas que gostaria muuuuuito mesmo das respostas. Algumas nem ficando em silêncio eu encontro solução rs! Então eu volto a falar rs!
Certa vez uma amiga muito querida me disse: você está me cansando com suas palestras. Na hora senti um misto de raiva com decepção mas, logo depois, percebi que ela tinha razão.
Muitas vezes acho que estou ajudando e falo demais quando devo me calar. A pessoa busca por si as suas respostas. Se tornou uma grande lição.
A minha vida, essa sim, eu cuido verborrágicamente rs (incansavelmente às vezes...) e, na maior parte do tempo sem respostas concretas mas... é assim mesmo. Já quase me conformei.
Até que poderia ser mais simples mas... esse reino das palavras pras pessoas falantes fica um pouco mais difícil e muito intenso!
Não tem jeito mesmo rs e eu não sou uma pessoa quieta rs (com certeza nunca serei...).
Um dia eu serei um pouco menos chatinha e muito menos crítica... mas continuo irresistível rs!